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De SBC para o mundo
Breno Rotatori foi o convidado da nossa décima edição. Artista consagrado, desenvolve projetos de longa duração que investigam memória, território e os ciclos da terra, explorando as relações entre os humanos e a natureza como forma de imaginar outros modos de habitar o mundo. Com diversas exposições e publicações na bagagem, Rotatori viveu, entre 2013 e 2020, em comunidades rurais e percorreu diferentes territórios da América Latina, experiência que se tornou central em sua prática artística.
Sua mais recente exposição, denominada Mata Atlântica, esteve no MIS (Museu da Imagem e do Som) em São Paulo, em 2026, ano em que também expôs no Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger, na Bahia. Neste ano também publicou Luna Córnea e Quilo - Praia da Saudade, além dos anteriores Casulo (2023), O Tempo da Pedra, Urbanautica (2021), British Journal of Photography - Talent Issue (2011) e Foam Magazine - Talent Issue (2010).
As imagens de Breno Rotatori integram coleções do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), do Itaú Cultural, do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS) e do Instituto Moreira Salles (IMS).
Sua mais recente exposição, denominada Mata Atlântica, esteve no MIS (Museu da Imagem e do Som) em São Paulo, em 2026, ano em que também expôs no Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger, na Bahia. Neste ano também publicou Luna Córnea e Quilo - Praia da Saudade, além dos anteriores Casulo (2023), O Tempo da Pedra, Urbanautica (2021), British Journal of Photography - Talent Issue (2011) e Foam Magazine - Talent Issue (2010).
As imagens de Breno Rotatori integram coleções do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), do Itaú Cultural, do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS) e do Instituto Moreira Salles (IMS).


Fotojornalismo e bordado
Encontros Decisivos recebeu o fotógrafo e artista Nário Barbosa, no dia 18 de julho, excepcionalmente no penúltimo fim de semana, dado o período de férias.
Fotojornalista com larga experiência profissional e 26 anos de atuação na imprensa, Nário expande seus horizontes e utiliza-se de sua própria fotografia para recriar obras carregadas de memórias, histórias e ancestralidade a partir das intervenções com bordados em ponto cruz nas imagens, entre outras técnicas.
Natural de Cedro de São João, cidade do interior de Sergipe, vivenciou, junto à avó, mãe, irmãs, tias e primas bordadeiras, a rotina do ofício que sustentava a família e que é a base da economia daquela cidade nordestina.
Iniciou sua carreira de fotógrafo em Santo André, trabalhando como entregador de jornais no Diário do Grande ABC e, posteriormente, passando a laboratorista e assistente de fotografia, até conquistar a posição de repórter-fotográfico.
Com sensibilidade apurada, Nário já participou de diversas exposições, entre elas “A Louca Debaixo do Brando”, no MIS, em São Paulo, “Vida de Circo”, no Sesc São Caetano, além de dois Salões de Arte Luís Sacilotto, em Santo André, e exposição individual na Galeria Oma, em São Paulo. Ganhou prêmios internacionais, como o Diogenes Taborda no "Salón Mercosur Internacional", na Argentina, e o Photo Metro Challange, na categoria Brasil.
Fotojornalista com larga experiência profissional e 26 anos de atuação na imprensa, Nário expande seus horizontes e utiliza-se de sua própria fotografia para recriar obras carregadas de memórias, histórias e ancestralidade a partir das intervenções com bordados em ponto cruz nas imagens, entre outras técnicas.
Natural de Cedro de São João, cidade do interior de Sergipe, vivenciou, junto à avó, mãe, irmãs, tias e primas bordadeiras, a rotina do ofício que sustentava a família e que é a base da economia daquela cidade nordestina.
Iniciou sua carreira de fotógrafo em Santo André, trabalhando como entregador de jornais no Diário do Grande ABC e, posteriormente, passando a laboratorista e assistente de fotografia, até conquistar a posição de repórter-fotográfico.
Com sensibilidade apurada, Nário já participou de diversas exposições, entre elas “A Louca Debaixo do Brando”, no MIS, em São Paulo, “Vida de Circo”, no Sesc São Caetano, além de dois Salões de Arte Luís Sacilotto, em Santo André, e exposição individual na Galeria Oma, em São Paulo. Ganhou prêmios internacionais, como o Diogenes Taborda no "Salón Mercosur Internacional", na Argentina, e o Photo Metro Challange, na categoria Brasil.


Memória e ancestralidade
O projeto Encontros Decisivos de agosto recebeu a fotógrafa Ypituna Pankararu. Mulher indígena, mãe, fotógrafa e artista visual, Ypituna transita entre a Caatinga e a Mata Atlântica, percorrendo territórios atravessados pela memória, migração e ancestralidade. Com raízes no sertão de Pernambuco, a fotógrafa é residente em Mauá.
Formada em Produção Audiovisual pela Faculdade das Américas, atua há uma década com a fotografia independente. Desde 2024 trabalha numa ressignificação de sua produção, por meio de uma fotografia ancestral e artística, registrando tradições, territórios e memórias indígenas através da perspectiva do próprio indígena como protagonista da sua história, e já vem colhendo frutos de sua pesquisa e engajamento: foi premiada em 1º lugar no Prêmio Mário de Andrade de Fotografias Etnográficas de 2024, na categoria Fotografia Individual, pelo CNFCP e IPHAN, com a fotografia “ Semente Ancestral - Força Encantada Pankararu”. Em 2025 foi selecionada pelo MIS para o edital especial "Mata Atlântica — 40 anos de tombamento da Serra do Mar”, mostrando em sua fotografia a presença Pankararu em Mauá, território urbano na grande São Paulo, mas que pertence à Mata Atlântica. Também participou da exposição coletiva "Insurgências indígenas: Arte, Memória e Resistência” no SESC Quitandinha no Rio de Janeiro, e em 2026 da exposição coletiva “Povos da Terra” na Pinacoteca de Mauá.
A prática e pesquisa fotográfica de Ypituna Pankararu é atravessada pelos afetos maternos, pela ancestralidade e pela resistência dos povos tradicionais, e é por isso também que ela esteve com a gente no Espaço Cultural Alpharrabio para falar da sua história.
Formada em Produção Audiovisual pela Faculdade das Américas, atua há uma década com a fotografia independente. Desde 2024 trabalha numa ressignificação de sua produção, por meio de uma fotografia ancestral e artística, registrando tradições, territórios e memórias indígenas através da perspectiva do próprio indígena como protagonista da sua história, e já vem colhendo frutos de sua pesquisa e engajamento: foi premiada em 1º lugar no Prêmio Mário de Andrade de Fotografias Etnográficas de 2024, na categoria Fotografia Individual, pelo CNFCP e IPHAN, com a fotografia “ Semente Ancestral - Força Encantada Pankararu”. Em 2025 foi selecionada pelo MIS para o edital especial "Mata Atlântica — 40 anos de tombamento da Serra do Mar”, mostrando em sua fotografia a presença Pankararu em Mauá, território urbano na grande São Paulo, mas que pertence à Mata Atlântica. Também participou da exposição coletiva "Insurgências indígenas: Arte, Memória e Resistência” no SESC Quitandinha no Rio de Janeiro, e em 2026 da exposição coletiva “Povos da Terra” na Pinacoteca de Mauá.
A prática e pesquisa fotográfica de Ypituna Pankararu é atravessada pelos afetos maternos, pela ancestralidade e pela resistência dos povos tradicionais, e é por isso também que ela esteve com a gente no Espaço Cultural Alpharrabio para falar da sua história.
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